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sexta-feira, 8 de abril de 2016

VIDA EXTRATERRESTRE?



Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.
Devido à abundância de estrelas, esses "aglomerados globulares" sempre foram um dos queridinhos do campo.
AP
Mas tentativas recentes de esmiuçar o espaço em busca de planetas orbitando estrelas não tiveram sucesso em aglomerados globulares.
Agora, porém, dois astrônomos dizem que há bons motivos para continuar a busca.
Rosanne Di Stefano, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, e Alak Ray, do Instituto de Pesquisa Fundamental, na Índia, descreveram o que chamaram de "oportunidade do aglomerado globular".
Com uma idade média de 10 bilhões de anos (muito superior à do Sol, com 4 bilhões), aglomerados globulares não têm muitas estrelas jovens, ricas em elementos metálicos necessários para fazer planetas.
Mas durante participação no 227º encontro da Sociedade de Astronomia americana, Di Stefano disse que pesquisas recentes haviam descoberto exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol) - especialmente os pequenos e rochosos, parecidos à Terra - em torno de estrelas muito menos ricas em metal que nosso Sol.
E se isso aconteceu uma vez...
"Quando as pesquisas sobre vida alienígena começaram, nos anos 1950 e 1960, ainda nem sabíamos se havia exoplanetas" disse ela.
"Agora podemos usar a informação que reunimos de outras descobertas de planetas - e há mais de 2 mil planetas conhecidos hoje - para perguntar se é provável que eles estejam em aglomerados globulares."
Di Stefano usou o exemplo do PSR B1620-26 b, às vezes chamada de "Methuselah". É o único exoplaneta identificado até o momento que orbita uma estrela - ou, no caso, duas - em um aglomerado globular.


ThinkstockImage copyrightThinkstock

"Acho que a maior parte de nós diria que a descoberta desse planeta indica que deve haver outros planetas naquele aglomerado", disse.
Além disso, Di Stefano e Ray identificaram um "ponto ideal" nas dimensões de aglomerados globulares.
Como a maioria das estrelas são velhas, anãs vermelhas e frias, qualquer planeta habitável teria que orbitar muito perto delas para manter água líquida.
Se manter molhado, porém, não é o único desafio para um planeta em que a vida seja viável em um aglomerado globular. Uma bola com um milhão de estrelas a apenas 100 anos-luz de distância é um forte tumulto de forças gravitacionais que poderiam desintegrar o Sistema Solar.

quinta-feira, 24 de março de 2016

O Cometa Halley

O cometa dos cometas




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A cerca de 2 bilhões de quilômetros de distância do Sol, o Cometa Halley , finalmente, fez o que tanto se esperava dele.. nas proximidade da Terra. Está refletindo a luz solar com intensidade 300 vezes maior que o previsto, sinal de que seu núcleo expandiu-se. A grande bolha de gases e poeira que circunda a sua volta – com 20 000 quilômetro de diâmetro – surgiu por acaso diante dos telescópios do Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile. E com isso os franceses Olivier Hainaut e Alain Smette estabeleceram um novo recorde astronômico: nunca se havia visto um cometa ejetar gases e poeira a tal distancia.”Não acreditávamos que 
                                        
estivesse acontecendo”. Mas eles não sabem explicar o que levou o Halley a esse ressurgimento tão fora de hora, coisa que deveria ter ocorrido bem perto do Sol, sob a influência de sua escaldante temperatura. Portanto aguardam-se novidades a respeito dos velhos conhecidos, mas sempre caprichosos cometas.

quinta-feira, 17 de março de 2016

TV dobrável

Empresa apresenta protótipo de tela de TV dobrável


Se você trabalha no ramo de gabinetes para televisores, talvez não goste desta novidade.
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Para os demais, vale a pena conferir uma notável inovação em curso.
A multinacional coreana LG vem trabalhando em uma tela de TV flexível por algum tempo, mas só agora, na CES (Consumer Electronic Show), a maior feira de eletrônicos dos EUA, apresentou o primeiro protótipo.
A tela pode ser dobrada e amassada, e a visualização é em full HD.
O protótipo ao qual a BBC teve acesso tinha 45,7 cm de ponta a ponta, mas a LG diz planejar telas acima de 55 cm. Nessa dimensão, a empresa diz que conseguirá produzir uma qualidade de 4K, ou seja quatro vezes maior do que o HD.
Hoje, a resolução é de 1.200 por 810 pixels.
E como a empresa desenvolveu o modelo? Naturalmente ela não revela detalhes, mas o salto tecnológico fundamental foi a mudança de TVs de LED para TVs de OLED.
A letra "O" significa "orgânico", e acaba com a necessidade de um painel traseiro para iluminar a tela. Daí a flexibilidade.
Mas por que você precisaria de uma TV dobrável? A LG diz que é algo ideal para exposição como painel em uma loja, mas também para pessoas que não querem sacrificar todo um canto de um quarto para uma televisão.
Com uma tela como essa, você pode dobrar a televisão e guardá-la no armário até a próxima utilização.

Pixels 'mortos'

A LG não informa quanto custará uma TV dobrável nem a perspectiva de lançamento. No momento as equipes estão totalmente envolvidas com o protótipo.
"Esperamos ter um protótipo maior no futuro próximo. Mas ainda estamos planejando o cronograma para um produto comercial", disse KJ Kim, vice-presidente de marketing da LG Display.
Isso pode ser traduzido da seguinte maneira: ainda irá levar um tempo.
Embora a tela seja notável, ela apresenta algumas falhas.
As cenas exibidas no protótipo, com luzes brilhando à noite, foram planejadas para esconder os vários pixels "mortos" na tela.
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Pixels "mortos" são aqueles danificados, que passam a aparecer apenas como pequenos quadrados vazios em vez de mostrar a cor certa.
Havia vários pixels "mortos" na tela, e outros surgiram após algum tempo manuseando o modelo.
No protótipo apresentado agora, a tela só pode ser enrolada em uma direção, o que não é um grande problema, mas é algo que terá que ser resolvido antes da produção comercial.
Outro ponto importante é que a tela pode ser enrolada, mas não pode ser dobrada de forma plana.
Isso significaria danificar o produto de forma permanente - deste modo, a tela ainda não representa algo que muitos esperavam, um videojornal interativo que poderia ser manuseado como o produto de papel.

domingo, 6 de março de 2016

INDIANA JONES AOS 7 ANOS


INDIANA JONES AOS 7 ANOS

                                      




Beit She’an Valley (TPS) – Uma criança de sete anos de idade descobriu recentemente uma estatueta feminina antiga no sítio arqueológico de Tel Rehov, no Vale do Jordão, ao norte de Israel. Estima-se que seja uma estatueta dos Teraphim, estátuas usadas para idolatria durante os tempos bíblicos.
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O menino, Ori Greenhut, da comunidade de Tel Teomim, foi caminhar com amigos no início da semana acompanhado pelo pai de um deles. Ao escalar o monte arqueológico em Tel Rehov, Ori se deparou com uma pedra e de repente viu uma pequena figura coberta de lama. Ele raspou a lama e descobriu a estatueta de argila. “Ori chegou em casa com uma estatueta impressionante e foi realmente emocionante”, disse Moriya Greenhut, a mãe de Ori. “Explicamos a ele que é uma antiguidade e que a Autoridade de Antiguidades mantém as descobertas para o benefício do público em geral”.
A família do menino deu a estatueta à Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), e representantes da IAA foram até a escola de Ori, no Kibutz Sde Eliyahu, para entregar-lhe um certificado de agradecimento por sua boa cidadania. Eles também informaram aos alunos da classe os detalhes sobre a estatueta, que retrata uma mulher nua e foi feito pressionando lodo macio em um molde. “Foi incrível”, disse o professor de Ori. “Os arqueólogos entraram na classe durante uma aula de Torá em que tínhamos acabado de aprender sobre os Teraphim, estátuas que foram usadas na época para a idolatria pagã. De repente eu entendi que um desses ídolos estava aqui na classe com a gente!”
O professor da Universidade Hebraica, Amihai Mazar, que dirige a expedição de escavação em Tel Rehov, estudou a estatueta e concluiu que é de aproximadamente 3.400 anos de idade e “típico da cultura cananeia, entre os séculos XV e XIII antes da nossa era.”
“Alguns pesquisadores acreditam que a estatueta retrata uma mulher mortal, enquanto outros pensam que é uma representação da deusa da fertilidade Ashtoreth, conhecida da Bíblia e de fontes de Canaã”, acrescentou o prof. Mazar. “Há uma boa chance de que os ídolos na Torá, na verdade referem-se a este tipo de estatueta.” “A estatueta parece ter pertencido a um dos moradores da antiga cidade de Rehov, que então tinha sido governada pelos faraós do antigo Egito

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por que a Nasa quer levar batatas para Marte

Pouco sabemos sobre os detalhes da viagem que, em algum momento do futuro, levará o primeiro explorador humano a Marte.
(Foto: CIP)

Porém, é bem possível que a batata peruana figure na dieta desse astronauta pioneiro.
A Nasa (agência especial americana), em conjunto com o Centro Internacional da Batata (CIP, na sigla em espanhol), com sede no Peru, está fazendo experimentos para descobrir como se desenvolveriam os tubérculos peruanos em solo marciano.
Para isso, deram início a um cultivo experimental de batata em condições que simulam as do planeta vermelho.
Segundo as instituições, na Terra há poucos lugares para o teste melhores que o deserto de Pampas de la Joya, no Peru, na fronteira com o Chile.
"São solos vulcânicos que não contêm nenhuma forma de vida, assim como em Marte", afirmou à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, Joel Ranck, chefe de comunicações do CIP.

Dieta para todos

Além das paisagens "marcianas", há outro motivo que torna o Peru o local ideal para fazer experimentos com batatas.
"Aqui temos 4,5 mil variedades de batata. Por isso, o Peru é um lugar muito bom para descobrir qual delas melhor se ajustaria às condições de Marte", afirma o porta-voz da CIP, instituição que faz parte de uma rede internacional de centros de investigação agrícola.

(Foto: CIP)Image copyrightCIP
Image captionO cultivo da batata tem um lugar especial na cultura peruana

Na primeira fase do experimento, Julio Valdivia, um cientista peruano afiliado à Nasa, colherá amostras do solo desértico e entregará aos laboratórios da CIP, onde até nove tipos de batata serão testados nessas condições severas.
A partir daí, será usada uma tecnologia desenvolvida pela Nasa para replicar também as condições atmosféricas de Marte, e ver que efeitos elas teriam sobre as plantas.
A ideia é deixar os astronautas com uma boa ideia do quão viável seria a colonização agrícola do planeta com esse tipo de cultivo.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

CONHEÇA OS NEUTRINOS!




OS Neutrinos
 são partículas neutras, ou seja, sem carga elétrica, extremamente pequenas e com massa tão insignificante que após sua descoberta acreditou-se que não possuíam massa. Devido a essas características, os neutrinos dificilmente interagem com a matéria. Isso os torna muito difícil de detectar.
Os Neutrinos foram previstos por Wolfigang Pauli, pois a energia liberada em certas reações era menor do a que teoria mostrava. Deveria então haver uma partícula neutra com a energia que faltava sendo liberada durante essas reações. Mas o curioso que ele duvidou na existência do mesmo. Mas em 1956 os neutrinos foram finalmente detectados por Frederick Reines (1918-1998) e Clyde L. Cowan Jr (1919-1974), emitidos de um reator nuclear. Mas, como detectar um Neutrino? Para detectar um Neutrino são necessários enormes reservatórios de substâncias que produzam alguma reação detectável.


Resultado de imagem para Detector de neutrinos Super Kamiokande - Universidade de Tokyo (Japão)
No experimento de Clyde e Reines foi usado um grande tanque contendo uma solução aquosa de cloreto de cádmio. Quando os neutrinos vindos de um reator nuclear próximo reagissem com alguma partícula produziriam luz. Detectores especiais envolvendo o tanque captariam a fraca luminosidade produzida pelo choque.
Em outra experiência no ano 1968, Raymond Davis Jr. (1914-2006) e seus colaboradores decidiram detectar estes neutrinos colocando um tanque com 600 toneladas (378 000 litros) de percloroetileno (C2Cl4), no fundo de uma mina de ouro a 1500m de profundidade. Como aproximadamente um quarto dos atomos de cloro está no isótopo 37, ele calculou que dos 100 bilhões de neutrinos solares que atravessam a Terra por segundo, alguns ocasionalmente interagiriam com um átomo de cloro, transformando-o em um átomo de argonio. Como o argônio37 produzido é radiotivo, é possível isolar e detectar estes poucos átomos de argônio dos mais de 1030 (1 seguido de 30 zeros) átomos de cloro no tanque. Periodicamente o número de átomos de argônio no tanque seria medido, determinando o fluxo de neutrinos
Com o desenvolvimento dos aceleradores, muitas partículas foram descobertas pelos físicos. Para organizar todo o conhecimento produzido foi criado o Modelo. Segundo ele existe um grupo formado de 6 partículas chamadas de léptons. Elas são: o elétron (e); o muon (m), mais pesado que o elétron; e o tau (t), ainda mais pesado que o muon. Esses três léptons são partículas eletricamente negativas. E, para cada uma dessas partículas, existe um neutrino correspondente: o neutrino do elétron (ne), o neutrino do muon (nm); e o neutrino do tau (nt), em ordem de peso.
Uma grande fonte de neutrinos próxima de nós é Sol, onde ocorrem violentas reações nucleares o tempo todo. A partir da comprovação da existência dos neutrinos muitos cientistas se concentram em pesquisar aqueles que eram provenientes da nossa estrela. Esse interesse se deve ao fato dos neutrinos poderem atravessar todo o núcleo solar e chegar até a Terra. Desta forma, o estudo dos neutrinos solares poderia revelar informações sobre o interior do próprio Sol. Esse tipo de pesquisa revelou coisas importantes sobre os próprios neutrinos: ao longo da viagem até a terra eles oscilam entre os três diferentes tipos o neutrino do elétron, o neutrino do muon, e o neutrino do tau; Como consequência, se essas oscilações fossem verdadeiras, o neutrino possuiria massa.
Ainda pairam algumas dúvidas sobre as propriedades dos neutrinos e as investigações sobre esta diminuta partícula podem aumentar nosso conhecimento sobre o Sol, as estrelas e próprio Universo

Resultado de imagem para Detector de neutrinos Super Kamiokande - Universidade de Tokyo (Japão)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Telescópio da Nasa registra buraco negro ‘arrotando’ gás

Astrônomos identificaram duas enormes ondas de gás sendo "arrotadas" por um buraco negro no coração de uma galáxia próxima.

Image captionNo destaque à esquerda, a galáxia NGC 5195 nos limites da "irmã" maior, a NGC 5194; à direita, a galáxia em visão de raio-X

As porções de gás quente, detectadas em imagens de raio-X pelo telescópio especial Chandra, da Nasa (agência espacial americana), parecem estar varrendo o gás de hidrogênio mais frio que encontra pela frente.
Esse vasto e tortuoso "arroto" está ocorrendo na NGC 5195 - uma irmã menor e menos conhecida da galáxia conhecida como Whirlpool (redemoinho, em inglês), ou NGC 5194, a 26 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Trata-se, portanto, de um dos buracos negros mais próximos a expelir gás dessa maneira.
A descoberta, anunciada na reunião anual da AAS (Sociedade Astronômica Americana), na Flórida, é um exemplo dramático de interação, ou feedback, entre um super buraco negro e sua galáxia de origem.
"Acreditamos que esse feedback impeça as galáxias de se tornarem muito grandes", disse Marie Machacek, co-autora do estudo e pesquisadora do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA.
"Mas, ao mesmo tempo, ele pode ser responsável pela formação de algumas estrelas. Isso mostra que buracos negros podem criar, e não apenas destruir."

Emissões ancestrais

Buracos negros são conhecidos por consumir gás e estrelas, mas os dois arcos de material revelados agora equivalem a um arroto após uma grande refeição, afirma a equipe responsável pelo estudo.
O buraco negro no centro da NGC 5195 provavelmente se "empanturrou" de gás emitido pela interação dessa pequena galáxia com sua irmã maior, a galáxia espiral NGC 5194. À medida que essa matéria foi caindo no buraco negro, enormes porções de energia teriam sido lançadas - causando as explosões.

Image captionImagem aproximada mostra o fenômeno ocorrendo na galáxia NGC 5195

Eric Schlegel, da Universidade do Texas em San Antonio (EUA), liderou o estudo e explicou que a observação crucial para identificação do fenômeno foi o gás mais frio de hidrogênio sendo empurrado pelas ondas quentes de raios-X.
Um brilho vermelho, que indica a presença de hidrogênio, foi visto em uma faixa estreita bem à frente da onda mais periférica, em imagens de um telescópio do observatório de Kitt Peak, no Arizona (EUA).
Enquanto isso, a explosão também atrai para a NGC 5195 (também conhecida como Messier 51b) a atenção que normalmente perderia para a enorme NGC 5194, a Whirpool ou Messier 51a, com a qual está colidindo de forma gradual.
"Ela (Whirlpool) ganha toda a atenção", diz Schlegel. "A pobre companheira recebe muito pouco - mais acho que isso irá mudar."